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Aranhas

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Você certamente já viu alguma aranha andando pela casa, na praça, na praia ou numa trilha na floresta, não é mesmo?

Isso acontece porque elas pertencem ao filo Arthropoda, que possui 80% dos animais do nosso planeta, tendo mais de 1 milhão de espécies já conhecidas e identificadas, o que é quatro vezes mais que os animais conhecidos de qualquer outro grupo.

Os animais desse filo conquistaram com eficiência todos os habitats possíveis, por isso podemos encontrá-los realmente em qualquer lugar do planeta! Vamos conhecer melhor a dona aranha?

Aracnídeos

As aranhas são conhecidas como aracnídeos porque as principais representantes da classe Arachnida, pertencente ao filo Arthropoda e ao reino Animalia. Os animais dessa classe possuam as seguintes características:

  • corpo segmentado em cefalotórax e abdômen
  • quatro pares de patas no cefalotórax, chamados de apêndices articulares
  • exoesqueleto de quitina
  • olhos simples
  • pelos táteis por todo corpo
  • não apresenta asas
  • não possui antenas
  • possui um par de pedipalpos preensores
  • possui um par de queliceras inoculadoras de veneno
  • excreção feita por túbulos de Malpighi e glândulas coxais na base das patas
  •  são dióiocos com desenvolvimento direto no caso das aranhas
Exoesqueleto de quitina 

Todos os artrópodes, incluindo os aracnídeos, possuem um esqueleto externo chamado de exoesqueleto de quitina. Essa é uma característica adaptativa super importante, por ser composto principalmente de quitina, uma substância glicoprotéica impregnada com várias camadas de cera.

Como funciona o exoesqueleto? O exoesqueleto funciona como uma armadura resistente para proteger o corpo do animal. Além disso, em alguns casos ele pode ser reforçado também com a deposição de carbonato de cálcio, deixando-o ainda mais resistente. O exoesqueleto recobre todo o corpo do animal, formando placas para que haja mobilidade.

Por ser muito rígido, um dos problemas do exoesqueleto é que ele causa limitação no crescimento do animal. Por isso, durante a fase jovem o animal cresce em ciclos e em cada um deles descarta o exoesqueleto e um novo é construído. Esse processo é chamado de muda ou ecdíse e ocorre até que o animal atinja a fase adulta, onde não exista mais crescimento corporal.

Alimentação das aranhas

Nessa classe também estão incluídos os escorpiões, os carrapatos e os ácaros, a maioria deles apresenta atividade de predatismo ou parasitismo. As aranhas possuem atividade predatória que envolve os pedipalpos como instrumento de captura e as quelíceras como vias para inocular veneno.

O veneno das aranhas possui ação paralisante e permite a imobilização da vítima que, normalmente, são pequenos insetos e vertebrados. A digestão das aranhas é feita através de enzimas digestórias que são liberadas pela boca delas no corpo da vítima, sendo assim um processo de digestão extracorpórea.

O suco resultante da ação enzimática é sugado pela aranha e levado até o intestino para digestão final e absorção dos nutrientes.

Reprodução das aranhas

As aranhas são animais dióicos, isto é, possui indivíduos com sexos separados. Para a reprodução o macho ejacula uma gota de esperma em uma teia chamada espermática, depois encosta o pedipalpo e enche o reservatório de esperma, só então ele está pronto para o acasalamento com a fêmea.

Para que ocorra o acasalamento é importante que a fêmea não veja o macho com possibilidade de alimentação e, para isso, são necessários estímulos químicos, táteis e também visuais por parte do macho. Além disso, é necessário que a fêmea esteja em um período receptivo.

Apesar da fecundação ser interna, as aranhas não fazem cópula. Os machos esperam que a fêmea fique na posição correta e com ajuda dos pedipalpos ele deposita o esperma na abertura genital da fêmea.

Após a fecundação, a fêmea pode colocar até 3 mil ovos que ficam protegidos por um disco feito de seda, denominado ooteca (do latim: casa dos ovos). Essa ooteca permanece sob os cuidados da fêmea, podendo inclusive ser carregada nas quelíceras, demonstrando assim um cuidado parental.

Ovos de aranha

O processo de reprodução necessita de grande aporte energético e para isso muitas aranhas se aproveitam da proximidade dos machos e do tamanho reduzido deles para captura-los e usar como alimentação após a fecundação.

A viúva-negra é uma das aranhas que possui fama de matar o macho após a fecundação, mas nesse caso o que acontece é que durante o processo de fecundação o macho perde uma parte do seu pedipalpo e sofre uma hemorragia.

Quanto tempo vivem as aranhas?

O tempo de vida desses animais é variável de acordo com o tempo de muda e período reprodutivo. Elas podem viver dias meses ou anos, como as tarântulas.

Mas… e as teias das aranhas? Como elas são feitas?

Apesar de ter o corpo segmentado, o abdômen das aranhas não é segmentado e é repleto de cerdas quitinosas. Nas extremidades posterior e ventral, elas possuem cerca de seis fiandeiras, responsáveis pela confecção das teias que estão ligadas as glândulas sericígenas, localizadas no interior do abdômen.

Essas glândulas secretam substâncias proteicas que são a base para a confecção da seda das teias, produzidas a partir de uma ação semelhante a agulhas de tricô.

Muitas aranhas utilizam a teia como uma rede de caça, principalmente para capturar insetos que depois de capturados e imobilizados podem facilmente passar pelo processo de digestão. No entanto, a teia também serve como um recurso de escalada e mobilidade e até mesmo de proteção dos ovos durante a reprodução.

As aranhas podem ser perigosas para o ser humano?

A maioria das aranhas presentes dentro das nossas casas são inofensivas aos seres humanos. Entretanto, existem algumas que podem trazer problemas graves para nossa saúde. Vamos conhecer algumas delas:

  • Aranha marrom: são do gênero Loxosceles, apresentam cor marrom amarelada. Apesar de pequenas, sua picada pode provocar desde anemia até levar à morte. A picada pode ser tratada com soro antiloxoscélico.
Aranha Marrom – Foto: Venilton Kuchler
  • Aranha-armadeira: do gênero Phoneutria, são maiores e agressivas. No entanto, sua picada provoca apenas dor local nos adultos, podendo ser perigosas para as crianças pois em alguns casos pode levar a problemas cardíacos. O tratamento é feito com soro antiaracnídico polivalente.
Aranha-armadeira
  • Tarântula: é uma aranha do gênero Lycosa e apesar de ser grande e imponente elas têm um veneno fraco. Porém, ainda assim pode causar uma dor intensa no local. O tratamento para essa picada é apenas cuidar dos sintomas.
Tarântula
  • Viúva-negra: essas são aranhas do gênero Latrodectu. Elas são pequenas mas muito venenosas, suas picadas causam envenenamento grave e podem levar à morte. São pouco frequentes no Brasil, acidentes acontecem mais na Europa e na América do Norte. O tratamento para essa picada é realizado com soro antilarodéctico.
Quais são os principais tipos de aranha do Brasil?
  • Tarântula: temos duas espécies que são as maiores do mundo. A caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora Parahybana) encontrada no Nordeste possui 25 cm e a Aranha-golias-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi) encontrada na região Amazônica e tem aproximadamente 30 cm.
  • Aranha-de-jardim: encontrada em grama, possui cerca de 5 cm, o veneno causa queimaduras e reações alérgicas.
  • Viúva-negra: vive mais nas partes litorâneas do país, sua picada causa dor ardente.
  • Aranha-marrom: encontrada em todas as regiões quentes do Brasil, maior causadora de acidentes no país.
  • Armadeira: aranha mais venenosa do mundo com veneno comparado ao das cobras.
  • Caranguejeira: aranhas grandes que possuem pelos compridos no abdômen e pernas. Algumas podem ser agressivas.
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